Elita Imobiliária
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Quer conhecer um lugar encantador, onde a paisagem da praia guarda uma história de bilhões de anos?
Então partiu! Pega o carro, a bike, o barco, vem correndo! Reúna a família inteira porque vamos te dar uma opção de passeio que vai garantir um dia perfeito, com trilha, praia, e até geologia!

Está aqui pertinho de quem mora no sul do Brasil, no litoral Catarinense, na cidade de Barra Velha, a cerca de 50km ao sul de Joinville.
Veja no mapa do Google a localização exata, ao final deste artigo.
Sim! Santa Catarina foi privilegiada com essa beleza natural e incrível.
Localizada em Itajuba, entre a Praia do Sol e a Praia da Barrinha, como se pode ver no minimapa abaixo, é um ambiente que encanta quem visita e também quem estuda geologia: dois trechos de pedras com cores e composições muito diferentes, praticamente lado a lado.
Uma distinção importante: aqui estamos falando da praia e do costão das Pedras Brancas e Negras, na região de Itajuba. O bairro Pedras Brancas é outra região de Barra Velha. O nome parecido pode confundir, mas são lugares diferentes.

Olhe para o costão e repare no contraste. De um lado, blocos escuros; do outro, pedras tão claras que parecem ter sido colocadas ali de propósito. É o tipo de paisagem que faz a gente parar e perguntar: como essas rochas tão diferentes vieram parar juntas?
É aí que a história fica ainda mais interessante. As pedras não mudam de cor por causa da areia, da sombra ou da maré. Estamos vendo materiais geológicos diferentes, formados em capítulos muito distantes da história da Terra.
As Pedras Negras, num trecho de aproximadamente 200 metros, são rochas chamadas ultramáficas, com predomínio de metapiroxenitos. O nome é complicado, mas ajuda a entender: são rochas ricas em minerais com ferro e magnésio, daí sua aparência escura. Segundo o levantamento geológico do local, elas têm cerca de 2,8 bilhões de anos. Bilhões, com B! Quando se formaram, a vida na Terra ainda era muito diferente da que conhecemos.
Já as Pedras Brancas ocupam aproximadamente 130 metros do costão. Ali predominam blocos de quartzo leitoso, associados a feldspato e a veios de quartzo e feldspato. O branco não é uma pintura da natureza: é a própria composição dos minerais. São esses materiais, tão diferentes dos escuros, que criam a divisão que vemos da praia.
E não, não é simplesmente uma pilha de pedras antigas por cima de pedras novas. A explicação envolve a formação de veios minerais e uma longa história de movimentos e transformações da crosta terrestre que acabaram expondo essas rochas à superfície. A geologia não tira a magia do lugar. Pelo contrário: mostra quantas coisas precisaram acontecer para que hoje a gente consiga contemplá-las de tão perto.
Tem até uma pista de outra época do mar escondida nesse cenário: o registro técnico do costão descreve cavidades produzidas por ouriços-do-mar em um grande bloco de rocha escura. Elas indicam um período em que o nível do mar estava mais elevado. Ou seja, além de pedras muito antigas, o lugar guarda sinais das mudanças da própria paisagem costeira.
Esses detalhes estão registrados na ficha do Costão das Pedras Brancas e Negras no Geossit, do Serviço Geológico do Brasil, elaborada com informações de Jonathan Silvestrini Lopes, da Fundação do Meio Ambiente de Barra Velha. O cadastro destaca a raridade do afloramento e seu interesse científico, educativo e turístico. Para quem gosta de mergulhar no assunto, vale também a leitura publicada no blog do Marcos, lembrando que a referência técnica para as idades e a composição das rochas é o levantamento geológico.
Para quem visita a região, basta observar o Costão das Pedras Brancas e Negras para perceber o contraste. A luz do dia, as ondas e a altura da maré mudam o que fica à vista. Uma mesma paisagem pode parecer outra em horários diferentes. E você não precisa subir nas pedras para apreciar isso: os pontos de observação já revelam muita coisa.
É LITERALMENTE MÁGICO!
Uma beleza formidável e encantadora para explorar, especialmente em família. Quem tem criança sabe como um lugar desses desperta perguntas: por que uma pedra é quase preta e outra tão branca? Por que algumas aparecem mais quando o mar recua? Dá para transformar a visita numa pequena investigação ao ar livre. Só vale lembrar que rochas molhadas escorregam, ondas podem surpreender e o melhor é observar sem arrancar pedras nem mexer nos organismos que vivem ali. A lembrança mais bonita pode ser a descoberta, não uma pedra levada para casa.


Essa faixa da costa é conhecida também pelas ondas que atraem surfistas. No costão há uma estátua em homenagem a quem tem no mar parte importante da vida e ajuda a preservar essa paisagem. É uma referência para quem passeia por ali, mesmo sem levar uma prancha.
Desde 2022, a região também conta com um mirante com deck, implantado para valorizar a vista do encontro das pedras claras e escuras. É mais uma forma de observar o costão com calma, sem precisar caminhar pelos trechos rochosos.
Falando no costão onde fica a estátua, duas referências gastronômicas da região são o Bier Coast e o Dhukais, perto da Rua Pedras Brancas. Dá para aproveitar o passeio e planejar uma refeição com vista para a paisagem que acabou de conhecer. Antes de sair de casa, confira os dias e horários de atendimento, porque eles podem mudar.


Para quem ficou até o final desse artigo, descubra a trilha ecológica ao meio dessa beleza toda.
Partindo do costão próximo à estátua do surfista que mencionamos acima, há um percurso costeiro em direção ao sul, passando por trechos de vegetação, pedras e areia. É uma experiência diferente da caminhada num calçadão: o terreno muda, as pedras podem estar escorregadias e as condições dependem da maré, do tempo e do estado do acesso.
Se for com crianças ou pets, observe primeiro as condições do percurso e não avance sobre pedras molhadas ou áreas atingidas pelas ondas. Não é preciso percorrer toda a passagem para apreciar a vista: o mirante e os pontos acessíveis já rendem um ótimo passeio.

Conheça a Praia e o Costão das Pedras Brancas e Negras e se encante!
Você que já conhece e ama essa natureza é convidado a contar o que achou desse lugar nos comentários, assim podemos inspirar as pessoas a conhecerem e também se apaixonarem por esse lugar.
Lembre-se: quanto mais pessoas amam, mais pessoas observam e cuidam para manter o lugar bem cuidado.
Texto original publicado em 2022. Informações geológicas e de visitação revisadas em outubro de 2026.









